Cloud Computing
Estamos rumo ao auge da revolução digital no mundo. A “nuvem” é, nada mais nada menos, que um espaço de armazenamento de dados que não depende de nenhuma máquina específica para existir. Hoje, a rede mundial é constituída de 1,5 bilhão de computadores, dentro de 10 anos serão 7 trilhões de computadores, celulares, geladeiras, aviões, carros, torradeiras, aspiradores de pó, torneiras, enfim, a nuvem permitirá que qualquer objeto esteja ligado à internet. Difícil imaginar.
Mas como a computação em nuvem funciona? O conceito é simples. Ela armazena seus arquivos de internet e, de acordo com suas necessidades de processamento, roda seus programas sem que você precise sequer estar com seu computador ligado, através de enormes centros de computação espalhados pelo mundo, mas conectados entre si.
IBM, Amazon, HP e Microsoft mantém estruturas desse tipo em várias localidades. O gigante Google possui pelo menos 36 centrais dispersas pelo mundo e tem planos de construir novas unidades sobre balsas, no mar, para aproveitar a energia gerada pelas ondas. Além do já anunciado Google Chrome OS.
Engana-se quem acha que ainda não está nas nuvens. Quem mantém fotos no Flickr ou salva textos e planilhas no Google Docs, por exemplo, recorre a serviços de armazenamento de dados que operam na nuvem. A vantagem disso é que a informação não fica guardada na memória de um computador e pode ser acessada de qualquer lugar.
Subindo pelas paredes
Dois artistas plásticos produziram uma instalação peculiar no Rio de Janeiro para o projeto “Parede Gentil”, da Galeria A Gentil Carioca, que propõe a democratização e o incentivo da arte. Já passaram por lá artistas como Dane Mitchell, Guga Ferraz e Carlos Garaicoa.
A vez é dos irmãos Tiago e Gabriel Primo, que resolveram superar os limites da gravidade e simularam uma casa ao ar livre com cama, cômoda e rede. Tudo isso na vertical.
Pra chegar na “casa”, os caras usam técnicas de escalada e passam o dia lendo, dormindo e respondendo às perguntas dos voyers.
Resultado: repercussão mundial mostrando a criatividade dos nossos artistas, o urbanismo desenfreado e a estética bizarra dos realitys shows.
Assistam a um videozinho bem bizarro aqui.
Tara McPherson – We Will Rock You
A musa dos moderninhos de plantão está chegando. Elevada ainda mais ao status de artista hype depois de seu trabalho aparecer no excelente filme “Juno”, a ilustradora americana Tara McPherson chega ao Brasil com direito a mini tour para divulgação de seus livros Lonely Heart, de 2006 e Lost Constelations, lançado esse ano.
Assim como o ilustrador Gary Baseman, que também já andou passeando por terras brasileiras, Tara cria personagens singulares e os replica em quadros, brinquedos e inúmeros outros meios.
Em sua passagem por São Paulo, Tara distribui autógrafos e sorrisos (quero os dois) e ganha uma exposição na galeria Choque Cultural com suas famosas ilustrações, toy-arts e posters de Elvis Costello, Depeche Mode e Green Day, além de obras criadas especialmente pra esta exposição.
Impacto com conceito
Bom, já deu pra perceber que a gente aqui é fã de new media. Mas quando encontramos a boa e velha propaganda impressa revigorada, com conceito e solução gráfica criativa (no formato e na direção de arte), a sensação é a mesma.
Este é o caso da campanha idealizada pela Ogilvy de Singapura: Peace, Love and Ice Cream. Anúncios trazem imagens feitas de belas instalações artesanais, o que amarra perfeitamente a assinatura “hand made” do cliente Ben & Jerry’s, fabricante de sorvetes. O resultado é um super impacto de beleza com conteúdo. Não à toa a campanha foi premiada no Festival de Cannes deste ano. Mais do que merecidamente.
Paris de Patrick Jouin em Sampa
São Paulo ganha uma exposição do designer Patrick Jouin, uma das figuras mais importantes do cenário artístico da França e que ajudou a transformar a paisagem parisiense.
Famoso por sua habilidade em aliar a funcionalidade do objeto ao desenho de um espaço e à alta tecnologia, Jouin foi o cara que criou as bacanas estações de bicicletas públicas em Paris, as Vélibs, além da reforma do restaurante Le Jules Vernes, que fica no segundo andar da Torre Eiffel.
A exposição rola no Instituto Tomie Ohtake e apresenta os objetos e ambientes criados pelo designer nos últimos dez anos, além de um conjunto de projetos futuros. O trabalho de Patrick Jouin é moderno e elegante, inspiração e referência para todos nós.
Caça ao disco
Os caras do Muse foram bem espertos e estão usando a rede de uma forma legal para aumentar as expectativas em torno de seu novo álbum, The Resistance.
Os ingleses espalharam o código de acesso para ouvir parte do disco em seis pen drives USB, cada um nas cidades de Berlim, Tóquio, Hong Kong, Moscou, Paris e Dubai.
Quando um dos código é descoberto, é preciso entrar em uma área do site chamada Project Eurasia e liberar parte da música United States of Eurasia.
Cada código libera um trecho da música que fica disponível por partes no site.
A idéia promete muita repercussão na mídia. Até agora só USB de Paris foi descoberto, ou seja, apenas 36 segundos da música que pode ser escutada aqui.


















